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Antonio Lopes - Crônica 361 - Tempestades Mentais

Há momentos na vida em que a pessoa é envolvida por situações que ainda não vivenciou e, por isto, não sabe como lidar com elas. A falta da experiência e o não conhecimento do que possa trazer transtornos desequilibra o raciocínio, alterando a química do corpo, provocando confusão mental e uma forte tendência à depressão. Também situações estressantes nos relacionamentos, no trabalho, na família e na vida financeira desorganizam a mente, que fica sem saber o que fazer e para onde ir. A angústia domina todo o ser, que clama – e não encontra – solução para os seus tormentos.

Envolvida numa tempestade mental surge a sensação de medo, insegurança, dificuldade em realizar tarefas (que ficam incompletas), baixa da sexualidade, sentimentos de que algo ruim poderá acontecer. Pensamentos confusos diante de uma provável dificuldade que terá que superar, reduz seus valores pessoais, que ficam reprimidos.

Possivelmente dores musculares, alteração da respiração, elevação da pressão arterial, taquicardia, perturbações do sono, pesadelos e baixa da energia corporal podem ocorrer devido ao aumento de uma substância produzida pelo organismo, denominada cortisol. É quando os pensamentos aflitos dizem: Ai meu Deus, não sei o que fazer!

Este é um momento de se colocar diante do desafio pensando não no problema, mas sim na solução. Vencer as pressões internas e direcionar um olhar na busca de alternativa para melhorar a sua conduta e obter controle mental adequado, que possibilite o equilíbrio emocional. Diante de um quadro negativo, praticar respiração lenta e profunda contribui na redução do ciclo energético que se encontra agitado. Também deve procurar lembranças de momentos alegres e de harmonia, buscando falar de coisas boas para sufocar as ruins.

Elevar o pensamento focando em suas competências, praticar o sorriso, fazer caminhadas por uma hora, sem correrias. Para se obter um bom relaxamento ao caminhar, pode-se ir contando quantos passos são dados, assim o pensamento fica focado na ação que está sendo realizada, reduzindo a energia consumida nos pensamentos negativos. Não é ir para a esteira de uma academia, é caminhar contemplando a paisagem, observando a beleza da natureza, sentindo a vida ao seu redor que traz prazer com as coisas mais simples, como olhar o voo de um pássaro.

Desabafar com amigos pode ser mais prejudicial e potencializa a tempestade mental, pois surgem os palpites, os achismos e transferências de sentimentos inadequados do outro, que não está vivendo a situação do indivíduo transtornado. Somente profissionais da psique humana poderão ouvir os lamentos sem se envolver e pontuar para que a pessoa possa escolher o melhor caminho para a solução das dificuldades. É preciso entender que as adversidades e conflitos produzem doenças somáticas e devem ser tratadas com terapias, como qualquer outra doença que precisa de um médico.



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