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Mateus Macedo - Poesia: Bodas de prata!

BODAS DE PRATA

1.

O casamento

Sempre foi, sempre será,

e sempre vai ser embasado

no ciúmes.


Se não o fosse,

porque

precisaria de uma aliança

para certificar a união?


porque a esperança não seria

[simplesmente

construída

pela intenção

de amar?


Porque?porque meu par?

Porque queres casar

quando há muito mais

    [a se

aproveitar

da vida?


Porque queres tocar nessa ferida,

há tempos

adormecida,

e esquecida

por você?

porque queres me ver estender

minha mão,

    [e em tua

colocar uma

aliança,

    em vão?


pra não ter medo da

        traição?

para firmar

à esta

União?

Não!

eu digo: não,

não serei tolo

de ao foro

    ir,

retirar a liberdade

    [que “deus” me deu;

não irei,

deu

    dessa loucura.


2.

não há jura

de amor que me faça

sentir a dor

que eu sinto

    [dissolver,

não há pessoa, não há

ninguém…


ninguém;

de tanto

suar

suei

tão bem

que

ninguém

existe

    [pra limpar

o meu suor.

tenha dó!

de mim,

ó, poderoso serafim.

assim, não vá fazê-lo

com zelo

    [o suficiente

para a gente

não conseguir;

apenas me acerte com dó,

mas sem piedade

para que a verdade seja -

esteja -

à mostra…


e o seu filho encosta,

mais uma vez,

no teu colo.

e pede

con-

solo


para mais uma noite mal dormida.



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