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Antonio Lopes - Crônica 412 - Ajudar os outros

Desejos de ajudar os outros são manifestados por diversas pessoas que se esforçam para colocar em prática ações beneméritas de doação pessoal. Assim se pensa em ajudar alguém a sofrer menos e isso nos faz sofrer, pois não sabemos qual a melhor forma e procuramos dar alguma coisa. Na realidade estamos buscando alimentar nosso ego para disfarçar que precisamos de ajuda.

Todos nós temos os nossos próprios problemas, dificuldades, medos e inseguranças, carregando angústias inexplicáveis que nos levam a pensar no outro antes de nós. Como numa viagem de avião, quando há despressurização da aeronave e precisamos colocar máscara de oxigênio para respirar. Se quisermos colocar no outro primeiro, não vamos conseguir, pois nos faltará ar e a energia se esvairá, resultando em desespero e desequilíbrio pessoal, sem alcançar nenhum resultado satisfatório.

Ninguém consegue ajudar alguém se não estiver bem. Cuidar de si em primeiro lugar não é egoísmo, é necessidade de estar equilibrado para ter o poder necessário para assumir atitudes que possam contribuir para o bem-estar de outra pessoa. Nem sempre o que pensamos que seria bom para o outro é o que ele quer, talvez estejamos projetando o que seria bom para nós. Portanto, em primeiro lugar precisamos ajudar a nós mesmos. Seu principal objetivo passa a ser ficar bem e minimizar as emoções pessoais.

Neutralizar as transferências recebidas como críticas do tipo “você só pensa em você”, que nos afetam e desequilibram, passa a ser imperativo para que a emoção não nos domine e, assim, consigamos viabilizar solução mais adequada, que muitas vezes requer atitudes antipáticas, pois o outro não compreenderá que o problema está nele e que a responsabilidade de ficar bem não pertence ao outro.

Quando nos relacionamos com pessoas, principalmente familiares, em poucos segundos os afetos se manifestam com transferências emocionais as mais variadas. Se estamos inseridos num meio de reclamações e negatividades, somos contaminados e pegamos a dor do outro, influenciados pelas argumentações e lamentações que criam um cenário destrutivo.

Desenvolver a inteligência emocional é o caminho. Olhar para a solução e não ficar focando no problema é o que poderá trazer bons resultados. Sair do ambiente de reclamações e de medos é necessário para obter uma visão clara para a vida.

O envolvimento com pessoas descontroladas e negativas nos puxa para baixo, mas se desenvolvermos a capacidade de somente escutar, para analisar melhor cada situação, a nossa frequência energética não será alterada pela fala do outro, afetando a pessoa, que poderá entrar numa outra vibração.

Quando nos decepcionamos ou nos frustramos com os outros, e não os outros que nos frustram, é porque criamos expectativas dentro do nosso ponto de vista, podendo isto ser uma injustiça para com o outro. Ninguém tem a responsabilidade de atender nossas expectativas. Elas são só nossas. Ninguém é culpado da nossa dor ou do nosso sofrimento. Ninguém tem nada com isso. Se espero algo de alguém, espero errado. Nunca terei certeza de que o outro será capaz de atender ao "meu" desejo. É preciso entender que podemos ajudar dando oportunidade para que o outro busque suas próprias soluções, não querendo impor nossa visão, pois ele não entenderá. É necessário jogar a ‘vaquinha que dá o leite’ no precipício para que a falta crie a necessidade de buscar outra fonte de alimento. Quando nos transformamos, as pessoas ao nosso redor também se transformam. Por isso, permita-se cuidar bem de si mesmo, eleve sua frequência, assim estará ajudando.



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