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Antonio Lopes - Crônica 384 – Conflitos com a Sexualidade

As dúvidas sobre o melhor desempenho sexual têm se manifestado num grande número de pessoas de ambos os sexos que, ao sentirem atração por alguém, inesperadamente, se assustam e se incomodam com as sensações que são disparadas involuntariamente, arrepiando, alterando a fala e os pensamentos, chegando a provocar rubor facial.

A primeira reação é de fugir da proximidade do outro, mas encontra certa dificuldade e depois passa a desenvolver fantasias eróticas e, com isso, censura seus próprios pensamentos com sentimentos de culpa e vergonha, reprime e guarda para si como um segredo que jamais poderá ser contado a alguém.

É importante entender que, já nos primeiros anos de vida, a função sexual se manifesta ligada à sobrevivência. O prazer é encontrado no próprio corpo que reage às excitações, ao ser tocado em várias partes. É uma energia instintiva que pode ser frequente nas fases de desenvolvimento humano. Com o passar dos anos a tendência é acontecer um deslocamento emocional para uma pessoa a qual, sem perceber, emana fluidos de feromônios que são captados inconscientemente, liberando fantasias eróticas e excitação.

Um adulto poderá sentir desejos inexplicáveis que perturbam a sua orientação sexual. Dessa forma um homem poderá ─ inconscientemente ─ ter desejo em manter relação sexual com outro homem, não tanto pelo prazer anal mas, sim, pelo prazer de sentir-se abraçado e amado, o que pode ser uma regressão a um determinado momento da vida em que tanto queria o carinho e a proteção do pai. Da mesma forma uma mulher poderá sentir atração por outra mulher.

O conflito com a sexualidade perturba e, na sua intimidade, poderá encontrar prazer na masturbação anal, mas a energia que se cristaliza para o objeto de excitação resulta em prazer inexplicável, não conseguindo satisfazer-se plenamente. Algumas pessoas não têm bem definida a sua opção sexual e, com isso, carregam uma angústia constante, dificultando a escolha que satisfaça seus mais íntimos desejos.

Os feromônios são como uma bomba química percebida por um pequeno órgão no nariz, o nervo vomeronasal, o qual transmite sinais para o cerebelo que processa esse ataque, distribuindo para o corpo e à mente, que treme e se perturba, provocando ereção no homem e umidificação na mulher.

O medo de não resistir pode ser transformado numa neurose obsessiva e tudo isso passa a ser considerado como uma grande paixão pelo outro, reprimindo a atração e faz com que a pessoa se feche para a vida, não permitindo a aproximação do outro. O sentimento de possibilidade de uma rejeição é tão forte que não se consegue ter uma vida equilibrada, pois toda a sua energia é dirigida para a realização da fantasia inconsciente.

Freud, em suas investigações das neuroses, descobriu que a grande maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é, na vida infantil estavam as experiências de caráter traumático, reprimidas, que se configuravam como origem dos sintomas atuais.

Mergulhar no interior da mente, para elucidar a causa das angústias e ansiedade, contribui para minimizar as forças avassaladoras da sexualidade, resultando numa vida sexual equilibrada e de plena satisfação.



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