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Antonio Lopes - Crônica 377 – Depressão na Terceira Idade

A população acima dos 60 anos de idade tem aumentado significativamente no Brasil. Em 1980 havia 7 milhões de pessoas idosas: atualmente, há em torno de 15 milhões, correspondendo a 8,6 % da população. Na cidade de Balneário Camboriú é estimado que vivem mais de 30 mil pessoas aposentadas, próximo de 25% da população de 135.000 habitantes. A expectativa de vida do brasileiro, atualmente, é de 73 a 83 anos, aproximadamente. Estima-se que, para o ano 2025, haverá em nosso país cerca de 32 milhões de idosos. Se é assim, eu já fui e estou escrevendo bem perto ou do além... rsrsrsrs. Mas, felizmente, parece que alguma autoridade já aumentou para 140 anos... Ufa, ainda bem!

O aumento da população idosa está associado à prevalência elevada de doenças crônicodegenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão.

O envelhecimento normal pode apresentar uma lentificação dos processos mentais, porém, isto não representa perda de funções cognitivas. Ainda que a probabilidade de desenvolver certas doenças aumente com a idade, é importante observar que não se pode imaginar que envelhecer seja sinônimo de adoecer, especialmente quando as pessoas desenvolvem hábitos de vida saudáveis na alimentação, exercícios mentais e físicos e estabelecimento de um projeto de vida, sempre em busca de realização.

Envelhecer com sabedoria é não se privar da vida. É continuar a atender a criança que está viva dentro de cada um, com seus sonhos e fantasias. Saber que o corpo na terceira idade já não tem as mesmas condições de resistência, permite elaborar ações que sejam mais adequadas a possibilidade do momento que se vive. Não quer dizer que nada mais pode ser feito. A atividade física, quando regular e bem planejada, contribui para a minimização do sofrimento psíquico, eliminando a depressão. Oferece a oportunidade de envolvimento psicossocial, elevação da autoestima, implementação das funções cognitivas com efeito positivo também na prevenção e tratamento de outros agravos comuns nas pessoas idosas.

O ritmo e a intensidade das alterações que acompanham o processo de envelhecimento dependem de características individuais, como a herança genética, e de fatores ambientais, ocupacionais, sociais e culturais aos quais o indivíduo esteve exposto ao longo da vida. A depressão, no idoso, consiste em enfermidade mental associado ao sofrimento psíquico que o limita nas realizações pessoais. Se não tratada, aumenta o risco de morbidade clínica e de mortalidade, com manifestação inconsciente de pensamentos suicidas devido às estruturas mentais e funcionais se encontrarem abaladas.

Nascer, crescer e envelhecer é o ciclo 100% humano que precisa ser entendido como uma condição para melhor usufruir do dia de hoje, sem medo do amanhã que ainda não nos pertence.



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