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COLESTEROL ALTO ATINGE 40% DOS ADULTOS E 20% DAS CRIANÇAS E

COLESTEROL ALTO ATINGE 40% DOS ADULTOS E 20% DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL


Essa é uma doença assintomática e os sintomas surgem quando aparecerem as complicações desse colesterol alto, que são os eventos cardiovasculares, cujos  principais são o infarto agudo do miocárdio, a angina e o AVC


Data: Agosto, 2026 - Segundo dados do Ministério da Saúde, o colesterol elevado atinge cerca de 40% dos adultos e 20% das crianças e adolescentes no Brasil, sendo o principal fator de risco evitável para infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs). As diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomendam o rastreio precoce e metas mais rígidas para o colesterol LDL, o chamado "colesterol ruim". 


"Quando o paciente recebe o seu exame de colesterol e vê o valor total, e ao lado tem a referência, às vezes, esse valor está alto realmente, por isso precisamos tomar alguns cuidados ao analisar. O colesterol total, engloba as várias frações do colesterol, porque ele não é uma molécula única, então cada uma tem que ser analisada individualmente. Quando temos o colesterol total, que é uma soma de todos, temos que fracionar para saber realmente se estão alterados e quais estão alterados, assim é importante que essa avaliação seja feita por um profissional capacitado, no caso, o médico", explica o cardiologista Hailton Boing Junior, membro da Associação Brusquense de Medicina - ABM.


O médico lembra que, "o colesterol alto pode ser um problema, se for o que a gente chama de colesterol ruim, que basicamente analisa o LDL, que é uma fração do colesterol que, em excesso, pode provocar problemas graves de saúde. Temos que avaliar ainda o colesterol bom, o HDL, porque quando ele está baixo, também é um problema de saúde e pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares. Então, é importante que seja fracionado aquele valor do colesterol total para saber realmente o que está alterado, pois existem valores diferentes para homens e para mulheres". 


SINTOMAS 

Conforme o cardiologista, essa é uma doença assintomática e os sintomas surgirão quando aparecerem as complicações desse colesterol alto. "São os eventos cardiovasculares, que os principais são o infarto agudo do miocárdio, a angina e o AVC. Existem outros, como problemas circulatórios na perna e em outros órgãos, mas estes são os mais importantes. Este é mais um motivo para a pessoa fazer a sua avaliação periódica, porque não há sintomas e só vamos detectar através de exames", explica. 


"É um exame feito no sangue, de rotina e é possível fazer em qualquer laboratório. Então, é questão das pessoas procurarem o seu posto de saúde ou o seu médico, para fazer o teste. É importante que seja pedido o colesterol total, o HDL colesterol e o triglicerídeos para que o médico possa calcular essas frações e poder determinar se tem alterações, se essas alterações são importantes e se precisam de tratamento", completa.


TRATAMENTO

"Todo mundo comenta sobre as estatinas, que são remédios usados para baixar o colesterol ruim (LDL) e prevenir problemas no coração. Elas bloqueiam uma enzima no fígado que fabrica o colesterol e é o médico quem vai escolher a dose certa com base no seu risco de saúde", descreve o cardiologista Hailton Boing Junior. "Existem ainda outros grupos farmacológicos que a gente também pode utilizar. O que é importante saber é que o paciente precisa ser estratificado, ou seja, não é só o exame do colesterol que vai dizer se ele deve tomar medicamentos ou não. É fundamental avaliar através de outras variáveis, outros exames de sangue, cardiológicos e o histórico familiar. Na internet, tem muitas informações falsas e inverídicas sobre a medicação, mas ela é uma medicação que salva vidas e é disponível até no SUS, fácil de tratar e tem um custo que não é muito alto", frisa o médico.


Desta maneira, é importante destacar que, o tratamento existe, basta que o paciente procure. "Tem medicamentos injetáveis que são feitos quinzenalmente e bem mais potentes que as estatinas, que ainda não são usados como rotina para todos, pois tem um custo muito alto e não é fornecido pelo SUS, limitando o uso para somente alguns casos", completa o médico.   


PREVENÇÃO  

O cardiologista lembra que, em todas as doenças, temos que adotar estratégias de prevenção. "No caso do colesterol, a gente sabe que é a restrição de gorduras, de preferência as gorduras de origem animal. Além disso, a gente restringe os doces e os carboidratos, para que tenhamos um peso adequado para nossa altura", diz. 


"Com relação aos medicamentos, quanto menor a dose, claro, menos efeitos colaterais esses remédios apresentarão. A colaboração do paciente, além de tomar o medicamento e adotar mudanças de hábitos de vida, deve ter atenção com a  alimentação e praticar  exercícios físicos, que ajudam no combate ao estresse. Isso vai realmente ter um benefício muito grande e vai ajudar na terapêutica, permitindo que a gente use doses mais baixas de medicamentos. Importante não só para o colesterol, porque essas medidas também servem para o controle da hipertensão e do diabetes.  Então, se a pessoa adotar essas medidas, ela está colaborando com a prevenção de outros problemas de saúde tão graves quanto o colesterol", frisa o médico




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