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Antonio Lopes - Crônica 368 - Inteligência Social e a Ética

A crise que atravessamos com uma fantástica pirotecnia de fatos amorais e aéticos divulgados abertamente nos meios de comunicação, vem exaustivamente despertando uma revolta em determinados grupos de pessoas que, indignadas com tanto abuso nas instituições do país, conflitam com os valores básicos para a manutenção de uma sociedade equilibrada e saudável.

Achacado pelas mentiras reveladas nas declarações de líderes populares que sem escrúpulos abandonam e sacrificam seus próprios ‘companheiros’, visando tão somente se safar com vantagens, sem um mínimo de ética e respeito, o ser humano é vitimado por uma saraivada de conversas que desnorteiam o pensamento e chega a ser contaminado pela lei de “levar vantagem em tudo”.

Cada vez mais injustiças, individualismo, corrupção generalizada, desenvolvimento de um terceiro poder dominado pelas quadrilhas e facções organizadas que afrontam as autoridades, deflagrando situações semelhantes a uma guerra civil que se manifesta no trânsito, nas aglomerações de pessoas, nos ataques ao patrimônio público e particular o tráfico de drogas, matando e traumatizando famílias com resultados destrutivos que levam a sociedade a uma neurose coletiva.

Baseando se na Neurociência, Daniel Goleman diz que a Inteligência Social – ou inteligência interpessoal – consiste na percepção social (incluindo empatia, compatibilidade, Inteligência Emocional e cognição social) e faculdades sociais (incluindo sincronicidade, autoapresentação, influência e atenção ao outro).

A Inteligência Social requer grande esforço das pessoas que necessitam da interdependência da nteligência mocional que olha para fora e não para dentro de si mesmas e sobre suas reações diante de afetos que produzem conflitos, dificultando a superação de desafios, dos sonhos e objetivos. Lidar com as pessoas passa a ser complicado, pois se não olhamos para dentro de nós e buscamos sentir o que o outro sente, fica difícil entender o sentimento do próximo e concluir com ações inteligentes para o bem comum.

Desenvolver o conhecimento de si mesmo é o principal para procurar entender o outro e saber agir diante de conflitos. Ética é o que fazemos diante de pessoas e caráter é o que fazemos quando ninguém está vendo.

A inteligência social é a capacidade de compreender, interagir e influenciar positivamente pessoas e grupos para se alcançar a harmonia das relações interpessoais e criar um clima de cooperação em diversos contextos da nossa vida, para uma convivência solidária. Essa inteligência pode ser desenvolvida na relação com o mundo exterior se houver uma boa compreensão da inteligência emocional. Para isso é necessário o autoconhecimento, autoanálise, controle das emoções, automotivação, reconhecimento e respeito pelas emoções dos outros para se estabelecer objetivos na comunidade e ações responsáveis pelas atitudes adequadas ao conceito de ética e moral.

A ética é o complexo de critérios e valores que guiam nossas ações e comportamentos, como o Respeito, a Honestidade, a Coerência, a Cooperação e a Confiança. Quanto maiores os níveis de inteligência emocional maior será o nível comportamental ético de uma sociedade. Empatia significa compreender os anseios alheios e nos permite criar relacionamentos sólidos. A Ética permite construir alicerces para uma convivência mais pacífica e respeitosa, capaz de superar as diferenças entre as pessoas. O grande segredo para o desenvolvimento humano é a educação. Com educação se poderá construir a competência intelectual, emocional e ética e contribuir para uma sociedade coerente, equilibrada e mais humana.



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